Tuesday, June 28, 2011

[New Album] Foster The People - Torches





















Em 2011 as pistas de dança já não são um exclusivo da techno ou da house music. Em pleno século XXI, o universo indie já largou o medo de dançar como se não houvesse amanhã. E o álbum de estreia dos californianos «Foster The People» chega para tomar conta das pistas indie do mundo e para fazer furor nos Festivais de Música deste Verão.



Com um som caracterizado por melodias dançantes, com forte apelo de sintetizadores e uma voz penetrante, «Torches», é um dos melhores álbuns de indie pop de 2011 e vai certamente conquistar o Verão!

Monday, June 27, 2011

[Watch] Fleet Foxes no Glastonbury 2011!

Daqui a 10 dias será um dos concertos mais aguardados do Palco Super Bock do Festival Optimus Alive'11!

Tuesday, June 21, 2011

NPR Music Tiny Desk Concert: The Decemberists




















Os Decemberists, do fantástico Colin Meloy, são uma das mais interessantes bandas dos EUA e que infelizmente ainda não foram aposta em Portugal. Tendo lançado em Fevereiro deste ano o seu mais recente trabalho - «The King is Dead» (review
aqui) - estiveram agora na excelente rubrica da NPR - Tiny Desk Concert.

Monday, June 20, 2011

[New Album] Bon Iver - Bon Iver




















Em Fevereiro de 2008, Justin Vernon (Aka Bon Iver) emergiu da cabana onde esteve enclausurado a curar males de amor, e apresentou ao mundo um seminal álbum - «For Emma, Forever Ago» - merecedor de aclamação mundial. Álbum de letras fortes e de uma beleza cruel, colocando automaticamente Justin Vernon entre o songwriter clássico, melancólico, negativo e sofredor e o artista pop moderno, que não tem medo do experimentalismo, e de preencher a sua música com camadas cíclicas de efeitos sonoros.

Em Junho de 2011, Bon Iver apresenta o seu 2º álbum - «Bon Iver» - e escolhe para imagem de capa, nada menos, nada mais, do que uma cabana no meio de uma floresta. Mas, Emma, saiu da cabana e percorre neste álbum diferentes locais nos Estados Unidos.



Este álbum pode ser visto como fazendo parte de um livro de histórias de encantar, segundo acto da vida de uma personagem nascida da escuridão, isolamento e desespero absoluto. Em «Bon Iver», Emma, vai soltando as amarras do desespero e vai vendo que existe um mundo para além da cabana onde nasceu.

E neste «Bon Iver», a beleza de Emma resplandece à medida que Justin vai apresentado os ambientes visuais, que, sendo agora muito mais cosmopolitas e preenchidos (de 2008 até 2011, Justin até parceria com Kayne West fez)  são representados por inúmeras camadas sónicas sobrepostas e em loop, mas nunca perdendo o foco da importância da invulgar voz de Justin.


Bon Iver – Holocene from fotomuse on Vimeo.


Para alguns, nunca haverá Emma como a primeira e convenhamos, depois de um álbum tão completo e absoluto como «For Emma, Forever Ago», a tarefa de Bon Iver não era nada fácil, mas os génios são isto mesmo, e «Bon Iver» pode não ser o melhor álbum da carreira de Justin (vamos ver o que o futuro nos reservará), mas será certamente um álbum de enorme beleza, riqueza sonora e, como tal, absolutamente obrigatório!

Chamamos a atenção para o facto de a crítica especializada estar a receber este álbum com enorme entusiasmo, merecendo 100 em 100 para revistas como a Mojo e Uncut e 9,5 em 10 na Pitchfork.

Tuesday, June 14, 2011

[New Album] Hauschka - Salon Des Amateurs




















No espectro actual da produção musical, são poucos os momentos em que nos surpreendemos e em que percebemos que os limites da criatividade estão para lá das limitações impostas pelo mainstream. Volker Bertelmann é um pianista alemão especialista na arte do «prepared piano» (técnica também usada por exemplo por John Cage).



Basicamente, o piano preparado é aquilo a que os ortodoxos do piano chamariam de aberração, enquanto que os espíritos livres e apreciadores de arte chamariam de genial ideia. No fundo, é fazer de um tradicional piano, uma verdadeira orquestra! Com recurso a diversos utensílios, Hauschka é arte em estado puro!




A sua carreira tem sido extremamente diversificada, e o seu novo álbum «Salon Des Amateurs» é uma surpreendente demonstração de que a "música de dança" pode nascer de diversos mundos.


Monday, June 13, 2011

Fernando Pessoa e a Música











No dia em que o gigante Google faz homenagem ao escritor Fernando Pessoa pelo seu 123º aniversário, o Eclectismo Musical apresenta uma compilação de algumas músicas baseadas em poemas do nome maior da literatura portuguesa a quem faltou o Nobel.

Tom Jobim - Autopsicografia

Dulce Pontes - O Infante

Caetano Veloso - Padrão



Zeca Afonso - No Comboio Descendente


Ana Moura - Vaga no Azul


Mariza - Cavaleiro Monge

Cristina Branco - Margarida


Mariza & Camané - Há uma Música no Povo
Wordsong - Sistema Sentimental


Secos & Molhados - Não: não digas nada!



Amélia Muge - Nevoeiro


Luís Cília - O Menino de Sua Mãe


Tiago Bettencourt - Menino Aprendiz

Sunday, June 12, 2011

Hey You! What song are you listening to?















E assim nascem os fenómenos! O americano Ty Cullen saiu para as ruas de NY em Maio com uma camera de vídeo na mão e com um cartaz com uma pergunta simples:"What Song Are You Listening To?". Nos tempos que correm, o número de pessoas com headphones a andar pelas ruas é imenso (ainda que Ty Cullen refira que foi ignorado 7 em cada 10 tentativas), tal e qual como os gostos musicais demonstrados...


Rapidamente a ideia pegou e vão surgindo réplicas em diversas cidades do mundo: Lisboa, Londres, São Francisco, Edimburgo, Singapura, Copenhaga, Bucareste, São Paulo, Salamanca, etc. Certamente que nos próximos dias surgiram vídeos de muitos outros locais. Ideia simples e, como tal, genial!

Thursday, June 09, 2011

[New Album] Danger Mouse & Daniele Luppi – Rome




















O genial Ennio Morricone tem vindo a inspirar, ao longo dos anos, muitos artistas novos. Danger Mouse, um dos mais interessantes e carismáticos músicos dos tempos modernos (vide «Grey Album» mescla entre Beatles e Jay-z e o seminal «Dark Night Of The Soul» com Sparklehorse), juntou-se com o reputado compositor e produtor italiano - Daniele Luppi - para criar «Rome».




Foram cinco anos a trabalhar em 15 canções inspiradas pelo Cinema Italiano dos anos 60/70 ("Spaghetti Westerns") e pela genialidade de Ennio Morricone. Mas, Danger Mouse, sabia que para que o projecto não fosse apenas mais um, álbum instrumental, e se pudesse tornar em objecto de culto e de referência mundial, era necessário juntar-lhe cantores de referência. Sempre sem medo da palavra Pop, Danger Mouse mescla com mestria as sonoridades clássicas com as melodias Pop.



Para tal, nada melhor do que ter dois convidados especiais: Norah Jones e Jack White! Canções como: «The Rose With a Broken Neck» com Jack White ou «Season's Tree» com Norah Jones, são momentos únicos e de enorme qualidade e bom gosto musical. 



Em suma, um trabalho genial, obra prima e a banda sonora perfeita para longas noites...

Sunday, June 05, 2011

[ENTREVISTA] Pedro Barroso

Porque os Grandes Tributos se fazem em Vida, o Eclectismo Musical presta homenagem a Pedro Barroso, um dos maiores Autores portugueses, com uma entrevista muito especial. Trovador de excelência, com mais de 40 anos de carreira, sempre com um espírito interventivo, acutilante e possuidor de uma mordaz ironia, a sua vida corre na tranquilidade de Riachos (Ribatejo), mas sem nunca deixar de ser um atento observador de tudo o que se passa nos nossos tempos.

Professor, fisioterapeuta, escritor, poeta, pintor, artista plástico, Músico, numa palavra, Iluminado. Sem meias palavras, sempre sem medo de dizer o que pensa, Pedro Barroso respondeu, com a frontalidade de sempre, às questões colocadas pelo Eclectismo Musical.

Ainda que tendo a consciência de não ser este um nome conhecido da maioria dos seus leitores, o Eclectismo Musical considerou que a Obra e o Homem, justificavam cabalmente este momento que, esperamos, sirva também precisamente para mais pessoas procurarem conhecer a extraordinária Obra deste grande Senhor da Arte em Portugal.

Eclectismo Musical (EM): Com pragmatismo, ainda que com algum sentimento de enorme injustiça, teremos que dizer que o Pedro Barroso (O trovador, já que existe um outro mediático via "morangadas” da TV) é um perfeito desconhecido para as novas gerações. O que diria a estes jovens (e outros nem tanto) sobre o seu legado?

Pedro Barroso: Venham assistir a um concerto meu e ficarão a saber como comunico e que recados trago na bagagem e na poesia que faço. Normalmente no fim vêm confessar a sua surpresa e ficam seduzidos, pois tenho tido provas de ser transversal e intergeracional.




EM: Para alguns (infinitamente redutores) o Pedro Barroso é o cantor popular da “perninha da menina”, para outros, uma espécie de eremita afastado dos círculos sociais, quem é realmente o Pedro Barroso depois de mais de 40 anos de carreira? 

Pedro Barroso: O menos «perninha da menina» que é possível – que nem faz normalmente parte do alinhamento dos concertos…- pois toda a minha obra de há 30 anos a esta parte é dedicada ao sonho de um mundo melhor, mais humano, mais solidário, ao amor pela história, às artes infinitas da intimidade e da ternura, ao erotismo, à intervenção - não panfletária, mas outrossim atenta e sempre procurando semânticas da inteligência e da sensibilidade… 

EM: Considera que o seu espírito inconformista, de constante intervenção social, por vezes mesmo de crítica mordaz, bem como a conotação política que lhe está associada desde os tempos das campanhas de dinamização cultural organizadas pelo MFA e posteriores intervenções cívicas, marcou, limitou e condicionou significativamente a sua carreira e a forma como as pessoas o vêem?

Pedro Barroso: Estou no ponto de vida e de carreira em que me estou absolutamente a afastar do que pensem e dos alinhamentos recomendáveis. Sou, existo e intervenho criticamente – basta. O meu corrosivo livro "o país pimba" é muito explicativo sobre isso. A ironia é uma arma letal. Um problema é que os verdadeiramente estúpidos e medíocres não a entendem. E os verdadeiramente culpáveis e corruptos percebem que é com eles, mas já perderam a vergonha há muito tempo.

Mas direi que sim – se tivesse aceitado condições político partidárias ou qualquer outro tipo de arregimentação visível ou oculta, provavelmente seria o ícone que a espaços referenciam em mim os verdadeiramente livres e independentes de critério, como vejo nos comentários que de mim fazem no youtube. Assim, sou um desconhecido, que para uns milhares de pessoas de sensibilidade é quase um guru da diferença e para os outros é absolutamente ninguém.

















EM: Ou seja, tal como por exemplo um Sílvio Rodriguez ou um Vítor Jara, ainda que com níveis de participação e história conjectural substancialmente diferentes, considera que dissociar a arte e o artista, das suas convicções políticas, é um exercício exequível? Ou, por outro lado, é uma tentativa que nem sequer faz sentido?

Pedro Barroso: Eu tenho dificuldades em controlar o Pedro Chora, o meu heterónimo pintor, por exemplo. O homem é louco e arrojado, não tenho mão nele… e muitas vezes acontece-me o mesmo com o Barroso, tenho de o travar para não ser tão chato e excessivamente palavroso gongórico e criptado na sua erudição. Sou cooperativista mas também sou pela propriedade privada. Não há partido em que me reveja e nas eleições esse meu não alinhamento diverte-me imenso, respondo apenas perante a minha consciência. Mas uma boa canção sobre a ternura humana, o entendimento da montanha, o sonho do futuro, não pode ter peias nem emblemas ou nunca seria livre

Nos antípodas, o artista engajado a uma força politica concreta, fica condenado a uma espécie de disciplina criativa e temática que, peço desculpa, mas, me repugna.


EM: O Pedro dizia, em 1999, que "Vivemos dias cinzentos. Dá vontade de voltar à canção de intervenção com ironia e rigor poético". Perante a actual situação do País, para além de iniciativas como a manifestação «facebook», onde marcou presença, considera possível voltar à canção de intervenção?

Pedro Barroso: Toda a canção pensada de forma profunda reflecte e faz parte da estrutura de onde nasce, isto é, a nação onde vive e cresceu a ideia criativa. Grande parte dos políticos actuais são aldrabões e oportunistas e não prestam. Precisam de ser enxotados e desconfiam dos homens da cultura como cães perigosos que podem expor a sua incompetência. Ser culto é uma forma de intervir – eles sabem disso e não gostam. Não é preciso uma canção dizer mata e esfola. Basta ter profundidade, tema, inteligência, humanidade, visão livre das coisas e ideias e já estará a ser de “intervenção” Mas que isto está a precisar de outro sistema e outra nomenclatura… está sim senhor!


EM: A propósito, qual considera ser o «estado d'arte» da música feita em Portugal? 

Pedro Barroso: Sei pouco do que se faz e não gosto da maior parte das porcarias que ouço na rádio e vejo na TV. Aprendi com o ZECA, fiz palco também com o Fanhais; o Adriano; Janita; o Vitorino; o Julio Pereira; o Fausto; o Tordo; o Carlos Mendes; o Paulo; o António Macedo. Bebi inspiração na Barbara; no Brel; no Becaud; no Aznavour; na Piaf; no Cohen; no Pete Seeger, eu sei lá quem é esta gente que hoje comanda os prémios e o tempo de antena todo que anda por aí…Nem quero saber, é-me indiferente! Vingo-me assim – eles não sabem quem eu sou e eu raramente também sei quem são estes modernos… 

EM: No entanto, a sua carreira é muito mais do que apenas músicas de intervenção ou de alerta e consciencialização social. Bastará recordar meia dúzia de canções de Amor, com «Menina dos olhos d’água» à cabeça e o peso da Mulher na sua Arte, na música, nos poemas, nos livros, na pintura (enquanto Pedro Chora, o "pré-verso") O Pedro é um eterno apaixonado?

Pedro Barroso: Gosto muito de alguns animais lindíssimos que há na natureza, sim. Entre eles o tigre da Sibéria, o cavalo lusitano e obviamente, a fêmea do homem – esse espanto da sedução e do capricho, esse ser da tesão e da beleza que é a mulher - quando sabe sê-lo… perdoem-me o humor, claro…

Uma mulher bonita fura a eternidade e faz poesia por si. Sou um enorme admirador. Assumo.




EM: Em 1987 escreveu: “é tão difícil encontrar pessoas assim bonitas / é tão difícil encontrar pessoas assim pessoas” (Música: Bonita) De lá para cá, o balanço que faz das pessoas que foi conhecendo é mais positivo ou mais negativo?

Pedro Barroso: Estão mais bonitas por fora. Fazem plásticas, piercings e depilam-se e tudo. Elas e eles. Mas por dentro… ai que longe de serem o que é preciso…eu é que aprendi talvez a seleccionar melhor quem me entra na intimidade.



EM: Vive na sua casa de Riachos na tranquilidade do campo, afastado dos grandes centros (“e digam por favor de onde nasce o sol/que eu basta-me o calor – para lá me voltarei”) A solidão da criação e da fruição dos dias é fascínio, opção ou, passe a expressão, falta de paciência para pessoas? 

Pedro Barroso: Muita falta de pachorra. E sou exclusivo e muito secreto também. Não facilito muito, confesso, a intrusão nos meus espaços. Gosto imenso de estar sossegado e fazer muito pouco. Por exemplo tenho imensa arte - escultura e pintura sobretudo - nas minhas casas. Se a pessoa que a visita não perceber as paredes que está a ver, para quê fazer amizade com um imbecil? Se não entende os recados que estão numa canção, e me disser apenas que está muito bem cantada e que tenho uma bela voz, para quê discutir com ela as intenções que presidiram à canção? Tenho lados de mim que são muito, muito selectivos e só experts poderão penetrar. Se o conseguirem fazer, ok, são suficientemente inteligentes e cúmplices para merecerem a minha amizade. Se não me percebem, então por favor também não me chateiem. Sou muito preguiçoso e gosto imenso. 

EM: Depois do «dramático» anúncio do final de 2010 sobre o seu abandono dos palcos, a verdade é que, em 2011, continua a poder ver-se, ainda que esporadicamente, o Pedro em concerto. Foram «os amigos» a convence-lo ou continua a sentir “fome de palco”? 

Pedro Barroso: Eu disse que terminava os grandes concertos, os de mais de duas horas sem intervalo. E acabei. Hoje faço concertos de uma hora. E trabalho o menos que posso. Mas o palco nunca se recusa, é um sitio mágico onde vivi os melhores momentos da minha vida.

















EM: Em 2009 gravou «Esperança» com a Tuna de Veteranos de Viana do Castelo. Como surgiu o convite?


Pedro Barroso: Eles contactaram-me, tinham uma versão; senti curiosidade e fui. Ficamos muito amigos.



EM: Perante a excelência e riqueza da sua obra, o exercício de escolher os seus melhores poema é algo extremamente difícil e ingrato. No entanto, «Excesso» é provavelmente a sua canção mais íntima, a que mais provoca “cócegas na alma”. Partilha desta visão? O criador consegue preferir algum dos seus “filhos”?

Pedro Barroso: "Nah" Há tantas coisas que gosto que era impossível. Mas há canções que ainda hoje me arrepiam e outras que me espanto como consegui fazê-las.



EM: Uma curiosidade, enquanto professor, orador e comunicador de excelência, o que lhe parece o presente Acordo Ortográfico, a que, alguns, chamam de Novo? 

Pedro Barroso: Um disparate sem sentido, com cedências que nem muitos intelectuais brasileiros compreendem!

EM: Que nome colocaria no seu "Festival de Música" ideal?

Pedro Barroso: "Esqueça tudo o que ouviu", talvez...ou "Vamos cantar baixinho", sei lá...



EM: O que está a criar neste momento? Podemos esperar algum material novo nos próximos tempos? 

Pedro Barroso: Deve chamar-se "itinerários do amor e da revolta"e está em gravação mas avança lentamente …talvez para o fim do ano se tudo correr bem. 

EM: Que mensagem deixaria às gerações mais jovens sobre o Futuro? 

Pedro Barroso: Leiam, fascinem-se procurem. Ouçam as coisas que ninguém ouve; e nunca achem que muito barulho equivale a muita razão - nem na politica nem na música. Sonhem muito. Vivam o vosso tempo e a vossa idade. Amem muito mas busquem o fundo do mar e o pico da montanha. Ouçam o Barroso, já agora, escondidos ao fim da noite, nem que seja em grupos clandestinos. Abracem o futuro com ganas de mudança. Criem outros políticos e outro sistema. Sejam sempre livres por dentro, que é o sitio certo para nunca ser agrilhoado.



"Nunca é tarde para sonhar..." Obrigado Pedro!

Wednesday, June 01, 2011

[New Album] Eddie Vedder - Ukulele Songs




















Seja: Ukulele, pandeireta, ferrinhos, "algo que faça barulho" - O que sobressairá sempre de um álbum de Eddie Vedder é a sua inconfundível e extraordinária voz. Posto isto, o facto de o 2º álbum a solo do carismático líder dos Pearl Jam ser totalmente composto por músicas tocadas apenas em Ukelele, não terá que implicar qualquer espécie de preconceito.


O Ukelele, instrumento adoptado pelos artistas havaianos, popularizado, nos últimos tempos, nomeadamente pelo sucesso de Israel Kamakawiwo'ole é, na verdade, inspirado em instrumentos Madeirenses (machete e rajão) que foram levados para o Havai pelos Portugueses. Com quatro cordas, normalmente afinadas em lá, mi, dó e sol, o Ukelele transmite pureza, simplicidade e verdade.


Ora, o Ukelele é assim um instrumento que permite fazer sobressair ainda mais a voz de Eddie Vedder e este, aproveita-se, com a mestria habitual, desta sonoridade, para criar músicas novas ou reinterpretar outras dos Pearl Jam e do seu trabalho a solo.

Destaque para «Tonight You Belong To Me» com a participação especial de Cat Power.


Não será, provavelmente, um álbum  para o «mainstream», não chega perto da excelência da banda sonora de «Into The Wild», mas será sempre um bom álbum para desfrutar em longas horas de contemplação do oceano, seja qual for a latitude.