Saturday, October 30, 2004

A Descobrir


En attendant la caravane - La Rue Kétanou


Projecto nascido em 1996 quando três jovens actores/saltimbancos decidiram criar um espectaculo musical pretendendo fazer reviver as tradições da canção de rua, música nómada por natureza e cigana por tradição, embora aqui com diversas influências. Assim, Mourad, Florent e Olivier Leite criaram um espectaculo de rua que devido ao enorme sucesso alcançado foi posteriormente transposto para a estrada num espectáculo cénico que percorreu inúmeros teatros, cafés-teatros, bares e ruas um pouco por toda a França, Irlanda, Nova Iorque e também por Portugal(uma vez que Olivier Leite é luso-descendente).

Um dos seus lemas de vida: “C’est pas nous qui sommes à la rue, c’est la rue Kétanou” sintetiza perfeitamente o espírito por detrás deste projecto.

Este álbum, o primeiro da sua carreira, é composto por 16 temas, onde pontificam o som do acordeão, com temas marcadamente de influência cigana, mas também com ligações aos blues, ao hip-hop, há tradicional canção francesa, bem como, reminiscências da velha música de cabaré, da antiga boémia parasiense e de feira medieval.

No entanto, o factor de maior realce prende-se com o teor das letras que compõem este álbum. Numa França cada vez mais marcada pela repressão e combate contra os direitos dos emigrantes e desfavorecidos em geral, as letras deste trabalho falam de integração, de respeito pelas diferenças, pelo direito de voto dos emigrantes, pelo tratamento igualitário do ser humano,etc. Procuram portanto através da música passar uma mensagem de esperança, mas igualmente de reivindicação dos direitos dos emigrantes e dos desfavorecidos.

Um excelente projecto musical que para além de apresentar boa música pretende ter um papel de intervenção, o que hoje em dia, por razões correntemente comerciais, vai infelizmente escasseando.

Das 16 músicas que integram este CD, destacam-se: «Les mots»; «Bonhomme de chien»; « Tu parles trop»; «La fiancée de l'eau»; «Mohammed»; «Le clandestin», para além da música que dá nome ao projecto e que abre este trabalho «La rue Kétanou», que tem a particularidade de ter alguns versos em Português:

"C'est pas nous qui sommes à la rue,
C'est la Rue Kétanou
Não sou eu que sou da rua,
E a rua que é nossa."

Deixa-se aqui um salteado de algumas das letras deste álbum:

"Aujourd'hui grande vente aux enchères,
On achète des mots d'occasion
Des mots à la page et pas chers
Et puis des mots de collection.
Un mot pour tous, tous pour un mot,
Un mot pour tous, tous pour un mot."

"Tu parles trop, tu parles trop, tu parles trop
Tu n'écoutes plus personne et plus personne ne t'écoute"

"Clandestinement dans Paris
Il regonfle tout son courage
Il sait le secret écrit
Entre les lignes de son visage"

"Je m'appelle Mohammed
Tout le monde il me connaisse
J'aurais pu m'appeler Joseph
Mais je m'appelle Mohammed"


Friday, October 29, 2004

The (R.I.P.) Peel Sessions




Como é do conhecimento público, faleceu no passado dia 26, John Peel, um dos maiores radialistas do mundo e criador das famosas Peel Sessions.

A BBC Radio 1 tem vindo a produzir alguns programas especiais, de entre os quais se destacam diversos tributos a John Peel.

A ouvir aqui.

Pop + Rock + Flamenco + Jazz = Luz


Sencilla Alegria - Luz Casal


Gravado entre Espanha e o sul de França em apenas sete dias, este é o décimo álbum de originais da cantora Galega Luz Casal. Neste trabalho, a experiente cantora demonstra claros sinais de vitalidade, produzindo num curto espaço de tempo um excelente álbum.

Luz, que dificilmente poderá ser enquadrada num género musical específico, junta neste álbum arrebatantes baladas a temas marcadamente rock, demonstrando toda a sua versatilidade.

Este trabalho tem produção artística de Javier Limón que sintetiza de forma perfeita aquilo que Luz representa enquanto cantora: "Luz tiene cualidades muy diversas. Tiene la personalidad de los cantantes de rock; una afinidad que bién podría ser jazzera ó clásica; y un ritmo y nivel de expresión como los del cante flamenco o el tango. Es decir, todo un lujo"

Curiosas são também as colaborações presentes neste álbum, especialmente a de Chris Barron (Spin Doctors). Também colaboram Pablo Guerrero, Henri Salvador (cantor francês de 86 anos de idade) e Rui Veloso. O músico português compôs a música do tema «Mi Memoria» a que Luz juntou um poema de sua autoria, construíndo um dos melhores temas deste trabalho.

O álbum é composto por 11 temas, de onde se destacam para além do já referido tema com a participação de Rui Veloso, faixas como: «Un nuevo día Brillara»; «Sencilla Alegría»; «Noches Blancas» e «Negra Sombra» tema original do novo filme de Alejandro Amenábar, intitulado «Mar adentro».

Wednesday, October 27, 2004

Em tempo de crise...


Once More With Feeling: Singles 1996-2004 - Placebo


Em tempos de crise económica, as editoras não pretendem investir no lançamento de novos álbuns de originais, e como tal, abundam os Best Of que em termos de custos de produção são claramente produtos mais apelativos para as referidas editoras.

Nesse sentido, foi esta semana lançada uma colecção de singles dos Placebo. O trabalho é composto por 17 singles retirados dos 4 álbuns originais dos Placebo e de 2 temas novos.

Este é o álbum indicado para todos aqueles que não conhecem a obra dos Placebo, ou que, apenas ouviram dois ou três singles. Para os outros, os fans, este «Once More With Feeling» é apenas a oficialização das compilações que cada um deles certamente já fez e das quais constarão muitos dos temas que fazem parte deste Best Of.

No entanto, existe um aliciante suplementar para os fans , já que, existe uma edição limitada composta por 2 CD's, sendo que no 2º CD encontram-se 10 remixes de composições dos Placebo.

Das 19 faixas do álbum destaque para a versão de «Without You I'm Nothing» com a participação especial de David Bowie.


Sunday, October 24, 2004

IF de Volta!



A não perder hoje às 24h a 2ª emissão da IF agora na RUC. Francisco Amaral está de volta! A rádio volta a ter no ar um dos seus melhores programas de sempre.

«Regresso ao éter.

Noites de domingo para segunda, à meia-noite, na RUC - Rádio Universidade de Coimbra. Já no final deste fim-de-semana.
Em 107.9 FM e na Net.
Tentarei colocar online as emissões, para quem não conseguir captar em directo.
Para já.
Em breve, explicarei aqui as razões desta opção.
Obrigado à RUC. Obrigado a todos os que não abdicaram da IF durante este ano de quase ausência.
Pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir.»

In Íntima Fracção

Prenda de Natal



Durante o próximo mês de Dezembro, segundo informação disponibilizada através do site semi-oficial, Lhasa de Sela voltará a Portugal para dois concertos:

06/12/2004 Portugal Lisbonne Aula Magna
07/12/2004 Portugal Famalicão Casa das Artes

Infelizmente ainda não existem informações sobre a aquisição de bilhetes.

A não perder!

Coh(en)ibo?


Dear Heather - Leonard Cohen


Muito se tem falado deste novo álbum de originais do lendário Leonard Cohen. Desde os mais radicais que utilizam argumentos como «a fonte secou»; «Cohen morreu em 1992» ou «O Vinho azedou», até àqueles que consideram este álbum como um prolongamento do estado de encantamento alcançado com «Ten New Songs» de 2001.

Em primeiro lugar, parece ser de muito mau tom utilizar adjectivos pejorativos contra alguém que se mantêm aos 70 anos de idade a fazer música e que conta com uma longuíssima e aclamada carreira. O Homem é uma instituição e merece respeito pelo seu esforço e dedicação.

Em segundo lugar, este não será naturalmente o melhor álbum da sua carreira, mas está longe de ser um mau álbum. É claro que Cohen já não pode ter aos 70 anos o mesmo poder vocal que tinha em álbuns como «Recent Songs» ou mesmo em «The Future». É claro que Cohen necessita agora de uma bengala vocal, é notório que sem a parceria com a cantora e compositora Sharon Robinson este álbum já não seria possível, mas também é claro e notório que a capacidade e qualidade criativa das letras de Cohen permanece intocável.

Destacam-se neste álbum temas como: «Morning Glory», «Nightingale», «The Faith» para além da versão ao vivo do clássico country - «Tennessee Waltz».

Continua a ser o lendário songwriter Cohen, mesmo que, o singer vá apagando a sua chama lentamente.


E. O. T.


Best Kept Secrets 1996 - 2004 - Lamb



Banda que conta desde há alguns anos com um surpreendente culto em Portugal(realce-se o facto de no seu site oficial existir mesmo um message board para fans portugueses), lançou em Junho desde ano, o seu primeiro e último Best Of, precisamente no ano em que completam oito anos de carreira e em que decidiram por fim ao projecto.

Foram oito anos em que Andy Barlow e Lou Rhodes, desenvolveram uma curiosa carreira, cheia de perplexidades, nunca reunindo a opinião favorável de grandes sectores da crítica e o interesse popular.

Na verdade, tirando o caso particular de Portugal em que foram desde o primeiro concerto, elevados ao estatuto de promissora revelação, que se foi desenvolvendo e acentuando a cada apresentação ao vivo e que se extendeu depois a um avassalador sucesso de vendas dos seus álbuns, particularmente «What Sound» e «Between Darkness and Wonder», apesar das suas composições harmoniosas foram em termos europeus praticamente ignorados pelo público e largamente criticados pela crítica especializada.

Este «Best Kept Secrects» curiosamente tem passado despercebido em Portugal, o que apenas se compreenderá pelo facto de nada de novo acrescentar àquilo que foram os quatro álbums de originais da banda. Aqui, não encontramos mais do que um registo por ordem cronológica dos temas que maior sucesso fizeram ao longo dos oito anos de carreira.

Poderá ser este o álbum aconselhado para quem nunca ouviu ou para quem prestou pouca atenção àquilo que os Lamb foram produzindo, no entanto, para quem acompanhou o seu trabalho e conhece os seus álbums, este trabalho peca por escasso, não apresentando nada de novo, servindo e ficando na história apenas como um documento que retrata o que foram os melhores momentos da carreira dos Lamb.

Um fim inglório para uma banda desde sempre incompreendida. Aguarda-se pelo projecto a solo de Lou Rhodes e pelas produções de Andy Barlow.

Momento de Extravasação


Aero - Jean Michel Jarre



Jean Michel Jarre apresenta neste seu novo álbum um conjunto das suas melhores composições, acompanhadas de quatro temas novos. Todos os temas foram regravados com aproveitamento dos novos meios tecnológicos, nomeadamente, a imagem de alta resolução do DVD que acompanha o CD, bem como, o som digital 5.1.

Desde sempre conhecido por ser um dos pioneiros da música electrónica, Jarre continua a estar claramente na linha da frente das novas tendências , sendo mesmo este Aero, o primeiro álbum do mundo totalmente feito com recurso ao sistema de som surround 5.1.

De uma qualidade sonora, até agora, desconhecida em termos de criação musical, «Aero» transporta-nos para um novo mundo longínquo, mas paradoxalmente, alojado bem no interior das nossas cabeças. A diferença entre a qualidade de som de um álbum produzido nos normais 2 canais, ou seja, em stereo, e a qualidade deste trabalho criado de raíz com a utilização do 5.1 é abissal.

«Aero» é composto de um CD e de um DVD. O DVD tem uma particularidade interessante, esses bonitos olhos que podem ver na capa do CD, que pertencem a Anne Parillaud (Nikita), aparecem-nos num grande plano de alta definição reagindo emocionalmente há música que vamos ouvindo como fundo, isto durante os 75 minutos de duração do álbum.

De realçar ainda neste best of, a capacidade que Jarre demonstra em se reinventar, especialmente por, com a ajuda de Joachim Garraud, ter conseguido uma impressionante optimização da qualidade do audio, para além da criação de sequências especiais de transição entre os temas, denominadas «scenes».

A ouvir com particular atenção procurando aprender e apreender aquilo que traduz a vanguarda musical.

Friday, October 22, 2004

Momento de Reflexão


Voice - Alison Moyet


Depois do enorme sucesso que foi o álbum de 2002 - «Hometime», Alison Moyet lança «Voice». Muito provavelmente este álbum será relembrado daqui a alguns anos como um clássico intemporal. Neste álbum, Alison opta por seguir um caminho diferente do habitual, aqui, encontramos um conjunto de canções de outros compositores, optando Alison por se concentrar apenas na interpretação desses temas.

Podemos ouvir neste trabalho clássicos como: "The Man I Love", "Cry Me a River" ou "Windmills of Your Mind".

Provavelmente, Moyet não terá hoje em dia o impacto que teve nas décadas de 80 e 90, no entanto, a sua voz conserva toda a sua qualidade e, muito provavelmente, encontra-se por via da maturidade, num dos seus melhores momentos. A sua voz tem vindo a crescer, fruto da maturidade conquistada ao longo dos anos.

Este é um daqueles excelentes álbums para um final de tarde perfeito, acompanhado de um bom vinho e de preferência junto ao mar.

Tuesday, October 19, 2004

Download - MP3

Algumas novas propostas em audição:


Nota: Post editado pós-audição.

Thursday, October 14, 2004

Merecido Reconhecimento


Plays Ennio Morricone - Yo-Yo Ma



Yo-Yo Ma é um dos maiores mestres do violoncelo que o mundo já ouviu, talvez o maior. Tem já uma longa carreira e sempre se distinguiu pela diferença, isto é, apesar de ser um músico de formação clássica, nunca se fechou na sua erudição, tendo ao longo dos anos colaborado com músicos de outras áreas musicais, tais como, Bob McFerrin, John Williams e Ton Koopman.

Sempre primou pela versatilidade das suas composições, numa incessante procura de novas sonoridades, podem-se encontrar na sua obra, clássicos do ocidente e do oriente, tangos ou mesmo bossa nova. Um dos seus mais surpreendentes álbums intitula-se «Obrigado Brasil» e é fundamentalmente uma homenagem aos artistas consagrados da MPB, como César Camargo Mariano, Tom Jobim, Jacó do Bandolim, Baden Powell, Pixinguinha, Sérgio Assad e Villa Lobos.

Chegou agora, 50 álbums e 15 Grammys depois, a vez de colaborar com o mestre Ennio Morricone. Neste álbum, Yo-Yo Ma interpreta composições para violoncelo da autoria de Morricone. Nele encontramos algumas das mais populares bandas sonoras de filmes criadas pelo mestre italiano, como The Mission, Cinema Paradiso,Once Upon a Time in America, The Good, the Bad and the Ugly, The Untouchables, entre outras.

Tal como se pode ler no site oficial (onde se pode mesmo ouvir excertos de todas as composições do álbum), este projecto de parceria nasceu durante a Cerimónia dos Oscares de 2001, quando Yo-Yo Ma venceu o oscar com a composição de Crouching Tiger, Hidden Dragon ( O Tigre e o Dragão), tiveram, nessa ocasião, oportunidade de se conhecer e desse encontro nasceu a vontade de Morricone de recriar algumas das suas mais famosas melodias, em novos arranjos para violoncelo.

Mais um a não perder!

Viciante

*
Canções Subterrâneas - A Naifa


Contrariando frontalmente todos aqueles que costumam acusar a música portuguesa de não ter capacidade de inovação e de os seus executantes se limitarem a copiar formas de sucesso mais ou menos seguras, foi recentemente lançado no mercado este «Canções Subterrâneas».

Na verdade, este projecto de João Aguardela (ex-Sitiados) e Luis Varatojo (Peste & Sida) recria de uma forma magistral o fado, dando-lhe uma roupagem pop irresistível.

Importa não esquecer, porque é elemento vital neste projecto, a maravilhosa voz da até então totalmente desconhecida Maria Antónia Mendes, detentora de uma voz absolutamente surpreendente que confere aos poemas um valor acrescido.

Poemas esses escritos por uma nova geração de poetas, desde a controversa Adília Lopes, passando por nomes como Carlos Luís Bessa, Nuno Moura, José Miguel Silva e Tiago Gomes, contando ainda com a colaboração de José Luís Peixoto.

Do álbum fazem parte 11 temas, que percorrem a sonoridade da canção popular de Lisboa, revestida aqui com mestria de um pop puro, verdadeiro e que faz todo o sentido. De entre as faixas, são de salientar, para além do single «Música», temas como: «Skipping», «Metereológica» e «Os Milagres Acontecem».

Estamos portanto perante um excelente projecto da nova música portuguesa que resultou num feliz casamento entre a criatividade musical e os excelentes poemas de alguns dos novos poetas portugueses.



* imagem retirada de At-Tambur

Monday, October 11, 2004

1ª Compilação EM

A pedido de «algumas famílias» aqui fica o alinhamento da 1ª compilação do EM:

1- Nick Cave & The Bad Seeds - «O Children»
2- Mark Knopfler - «515 Am»
3- Coralie Clement - «La Salle Des Pas Perdus»
4- Tom Waits - «Day After Tomorrow»
5- R.E.M. - «Electron Blue»
6- Mesa - «Luz Vaga»
7- Autour de Lucie - «La grande évasion»
8- Ben Harper and Blind B. Alabama - «There Will Be A Light»
9- Xutos & Pontapés - «Diz-Me»
10- Joss Stone - «Right To Be Wrong»
11- Brian Wilson - «Good vibrations»
12- The Libertines - «What Katie Did»
13- Bjork - «Who is It»
14- Cake - «End Of The Movie»
15- Eddie Vedder - «Dead Man»
16- Darryl Worley - «Awful Beautiful Life»
17- A Naifa - «Música»
18- Devendra Banhart - «This Beard is For Siobhan»
19- Duran Duran - «Point Of No Return»
20- Sondre Lerche - «It's Over»

Saturday, October 09, 2004

F.A.T.



Super Size Me


Escrito, produzido e protagonizado por Morgan Spurlock, este documentário pretende expor os problemas resultantes da ingestão contínua de fast food. A Experiência foi a de durante 30 dias comer exclusivamente produtos vendidos nas lojas da McDonald's, os resultados são conclusivos, perigosos e ultrapassam em muito aquilo que era previsível.

Um Documentário que merece ser visto, pois, embora centrado nos EUA, tem total aplicação em todos os lugares em que a cultura Mc penetrou.

A música que encerra o filme é da autoria dos Toothpick e intitula-se precisamente Super Size Me, ilustrando com mestria o «Mcterrorismo» (pode-se ouvir um excerto no site oficial do documentário), aqui fica a letra:

Man:
[Right now you have the urge to eat something.
When it's through if you still want to eat, then you're probably really hungry.
Think about what I'm saying]

F.A.T
That is me
But I didn't used to be
I was hot. I was hungry
I was loose. I was free
Then I waited in the line
For some burgers and some fries
Super size, that'd be nice
Take a bite and close your eyes

Round 2, what do I do
I can barely walk around
Jenny Craig, Richard Simmons
But I still lug the pounds
Hamburgers, coke cola
Getting gas from too much soda
Double double, chunky chunky
Hope this meal is never over
The world is round, and so am I
Big boys, big girls with real big thighs

(Chorus)
Super size, super size
The American way
Going down, throwing down
All day, every day
Super size, super size
The American way
Getting fat, getting broke
Either way you're gonna pay
Super size me
Super size me
Super size me
Super size me

Now I can't get out of bed
So i have to order rein
I'm a triple fat fatty
And I have a triple chin
Who's the blame
Call the lawyer
Try to settle outta court
Get some cash
Spend it fast
Cos I'm staring at my fork

Cos it's sad and it's lonely
Ham and cheese with balogne
Large pies, stuff-crusted
Doggy bagels for a phony
I have lost the motivation
To inhibit the sensation
But I loathe the frustration
Birthday cake, I take my face in
Turkey club with double bacon's
got healthy connotations
Fast food has over-taken
And has super sized the nation

(Chorus)

[If I can keep up this progress, I'd have 25 pounds. 25 pounds! That's a lot of weight.]

Kentucky fried, just fried
Chicken nuggets, dip it twice
Freeky fries and gelata
Philly cheese, drive-through diet
Pack more weight
Cardiac, heart attack
Back on track
Grow so fat, slim, fast, slim, slow
Touch your toes

Finger lickin'
Hit the border
Pull right up
And place your order
Yes sir, r'way
Right away
You deserve a break today!

Super size, super size
The American way
Going down, throwing down
All day, every day
Super size, super size
The American way
Getting fat, getting broke
Either way you're gonna pay
Super size me
Super size me
[Put something in your mouth]
Super size me
(Can I get extra cheese with that?)
Super size me
(Whatdaya mean 50 cents for extra cheese?)
Super size me
(I come here all the time!)
Super size me
(Hook your brother up!)
Super size me
(Ooh I'm a fan)
Super size me
(All you can eat all day)
Super size me
(Is that the biggest size you've got?)
Super size me
(I said I want it super-sized)
Super size me
(Can I get like, a bucket with a handle?)
Super size me
(2 for a dollar? I'll take it!)
Super size me
(All I need is 3 more forks)
Super size me
(And another seta hands)

[That's a pretty good idea]

Thursday, October 07, 2004

Senhores Comendadores




Diga-se e pense-se o que se quiser sobre os Xutos & Pontapés, no que há qualidade da sua música diz respeito, ninguém pode negar que são a grande instituição pop/rock portuguesa com uma longevidade impressionante e com uma legião de fans, como nenhuma outra banda alguma vez sonhou ter.

Comemoram sexta e sábado os 25 anos de carreira com dois concertos no Pavilhão Atlântico, e como tal, merecem aqui destaque. Muitos Parabéns!

Já agora, fica também aqui a informação de que hoje depois da meia-noite a RTP1 transmite o concerto dos Xutos que serviu de apresentação ao mais recente álbum - «O Mundo Ao Contrário».

Wednesday, October 06, 2004

One...Two...More...


Abattoir Blues / The Lyre of Orpheus - Nick Cave & The Bad Seeds


Este novo trabalho de Nick Cave é composto por 2 álbuns distintos, com diferentes sonoridades. Abattoir Blues é um álbum tendencialmente rock, fazendo lembrar os primeiros anos de carreira, onde a presença das guitarras assume uma especial relevância, nomeadamente em «Babe I'm On Fire» e na furiosa música que dá título ao álbum, uma guitarrada às antigas do velho Nick.

The Lyre Of Orpheus é um álbum quase exclusivamente composto por baladas, de onde se destacam: «Breathless»,«Babe, You Turn Me On»,«Easy Money» e a lindíssima «O Children» que encerra o álbum.

Torna-se díficil qualificar este trabalho de Nick Cave, pois este já entrou numa fase da sua carreira em que tudo é bom, mas nada é surpreendente nem especialmente inovador. É mais um bom trabalho, tudo normal portanto, no fundo mais um álbum para a colecção dos fans.

Mark (Dylan) Knopfler?


Shangri La - Mark Knopfler



Mark Knopfler lança o seu 4° álbum solo: Shangri-la. Esse era o nome do estúdio em Los Angeles, onde o álbum foi gravado. Na linguagem Tibetana, Shangri-la significa 'O sol e a lua em meu coração'.

A primeira impressão a retirar é a de que muitos dos fans dos Dire Straits vão ficar descontentes e desiludidos. Knopfler deixou de fazer apenas rock! Knopfler já não ganha a vida a fazer apenas riffs de guitarra. No entanto, para um apreciador de música a impressão que este Shangri-lá deixa é a de que estamos perante um grande álbum, com a capacidade para se manter em escuta por largo tempo.

É um álbum recheado de grandes temas, onde Knopfler envereda por um novo caminho, carregado de maturidade, desbrava os caminhos da composição, num registo que muitas vezes toca o mestre Dylan. Um trabalho onde se notam também grandes influências da música country, num claro afastamento do quase exclusivo poder da guitarra, substituido aqui com valentia por uma poderosa e límpida voz.

Num álbum composto por 14 temas destacam-se, entre outras: «515 Am», «The Trawlermans Song», «Everybody Pays», «Our Shangri-La» e o single «Boom Like That», provavelmente uma das músicas mais rock do álbum.

Um álbum a ouvir com atenção, resistindo às primeiras interrogações sobre que som é este, e onde ficaram os Dire Straits.

Eterna Saudade (1920-1999)




Lágrima

Cheia de penas me deito
E com mais penas me levanto
Já me ficou no meu peito
O jeito de te querer tanto

Tenho por meu desespero
Dentro de mim o castigo
Eu digo que não te quero
E de noite sonho contigo

Se considero que um dia hei-de morrer
No desespero que tenho de te não ver
Estendo o meu xaile no chão
E deixo-me adormecer

Se eu soubesse que morrendo
Tu me havias de chorar
Por uma lágrima tua
Que alegria me deixaria matar


Tuesday, October 05, 2004

Muito mais que apenas uma cara bonita...


Call Off The Search - Katie Melua



Brilhante álbum de estreia desta jovem nascida na Georgia (ex-URSS) em 1984. Vivendo desde os nove anos na Irlanda, cedo começou a ter contacto com a língua inglesa e a ter a oportunidade de ouvir muita música anglo-saxónica.

Este «Call Off The Search» é o seu álbum de estreia que data dos finais de 2003, e que vendeu só no uk perto de 2 Milhões de cópias. Com doze temas originais, o disco tem uma sonoridade pop/jazz, num registo semelhante aos álbuns de Norah Jones ou Amy Winehouse.

No trabalho de Katie Melua, sobressai para além da sua doce,suave e encantadora voz, a harmonia e construção musical dos temas que compõem este seu trabalho. Num álbum composto por 12 temas originais, o mais complicado neste caso é destacar duas ou três músicas.

Pois praticamente todas as faixas poderiam ser singles, na verdade, para além dos super hits: «The Closest Thing To Crazy» e «Call Off The Search».

Encontramos grandes músicas como: «Crawling Up a Hill»; «Blame It On The Moon»; «I Think Its Going To Rain Today»; «Tiger In The Night» e a homenagem há cidade onde cresceu: «Belfast».

Um grande álbum, perfeito para ouvir ao fim da tarde em momentos de paz e reflexão, deixando-se embalar calmamente pela penetrante voz de Katie.

Deseja-se sobretudo que o facto de ter sido um enorme sucesso não impeça muitos de perder os complexos contra «hypes» e procurarem conhecer o excelente trabalho de Katie Melua, definitivamente um nome a fixar.