Monday, May 09, 2011

[New Album] Seryn - This Is Where We Are



















Por vezes as melhores descobertas e as maiores e mais encantadoras surpresas surgem do nada. Quando menos se espera, somos tocados por um conjunto de sons que nos arrebata e que nos faz pensar: (pelo menos durante alguns momentos) isto é excelente! Momentos desses, mesmo para qualquer melómano que se preze, são invariavelmente raros e tão mais preciosos quanto seja a quantidade de novos sons que todos os dias vão sendo apresentados aos ouvidos do mesmo.




Os Seryn, pequena banda de Denton, no Texas são o motivo de tais palavras. O seu álbum de estreia «This Is Where We Are» é um dos melhores álbuns de estreia que o Eclectismo Musical já teve oportunidade de ouvir e, pelos relatos que chegam, têm tudo para se vir a tornar grandes, já que, foram quase unanimemente considerados pela crítica, como um dos melhores momentos do recente SXSW (South By Southwest).

















Movendo-se entre os universos do folk e do indie pop, entre uns Fleet Foxes e uns Arcade Fire pré-Funeral, os Seryn apresentam uma excelente sonoridade capaz de nos transportar para a América profunda, ou para qualquer canto deste mundo onde exista: Paz, um por-do-sol, um lareira e um bom copo de vinho!


Uma particularidade interessante no som dos Seryn é o facto de, cada um dos cinco elementos da banda, quer seja, na composição dos temas, nas guitarras, no ukulele, no acordeão, no baixo, na viola, banjo, percussões ou na voz, assumir a mesma importância na banda e no encantador e cristalino som que produzem.



Se quiserem conhecer mais sobre os Seryn e sobre o álbum «This Is Where We Are» está disponível aqui, um podcast com comentários dos membros da banda, track-by-track!



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Wednesday, May 04, 2011

[New Album] Fleet Foxes - Helplessness Blues




















Ainda que, «os mistérios da Internet» tenham antecipado o momento a partir do qual foi possível conhecer o novo álbum dos Fleet Foxes, a verdade é que está, a partir de ontem, disponível nas lojas (físicas ou não) o tão aguardado «Helplessness Blues», segundo álbum de originais dos Fleet Foxes. (disponível para audição aqui!)

Três anos depois do fenómeno em que se transformou o álbum de estreia, considerado por muitas revistas da especialidade como o melhor álbum de 2008, os Fleet Foxes regressam com um álbum sobre a "luta entre quem és e quem gostarias de ser" e sobre como, apenas com 25 anos, Robin Pecknold gostaria de fazer uma obra prima. 



Mas, «Helplessness Blues» apresenta aquele espaço incalculável entre os nossos desejos e aquilo que, efectivamente conseguimos, num determinado momento, realizar. Gravado ao longo de um ano, colheu inspiração, segundo o vocalista Robin Pecknold, no som da guitarra de 12 cordas do cantor folk britânico Roy Harper e no "hipnotismo" do histórico «Astral Weeks» de Van Morrison.

E este é, depois do estrondoso e inesperado sucesso do álbum de estreia, um álbum em que Robin se vê perante o enorme desafio de fazer: melhor, de se superar e de dar ao mundo uma obra prima inigualável. Crescer não é simples e a perfeição não existe.


O que encanta neste álbum dos Fleet Foxes é a sensação, de que, pese embora, se tente alcançar a perfeição e ultrapassar as limitações naturais, Robin e companhia aceitam poderem não saber muito bem para onde vão e que caminho seguir, mas sem que isso retire mérito ou brilhantismo ao trabalho apresentado. O reconhecimento do sentimento de se poder andar um pouco perdido, mais não é, do que a imagem reflectida dos ouvintes.

A genialidade muitas vezes manifesta-se precisamente nas coisas mais simples, na desconstrução da complexidade latente e no encantamento provocado pelas emoções singelas, inocentes mas profundamente verdadeiras. Neste álbum, pese embora se verifique um reforço da complexidade sonora em alguns temas, continua a sobressair o doce encanto das vozes suaves e penetrantes de Robin.



Tal como o disco de estreia, este disco continua a vaguear pelo folk rock e pop psicadélico dos anos 60 e 70, tendo como referências comunicadas: Peter Paul & Mary, John Jacob Niles, Bob Dylan, The Byrds, Neil Young, CSN, Judee Sill, Ennio Morricone, West Coast Pop Art Experimental Band, The Zombies, SMiLE-era Brian Wilson, Roy Harper, Van Morrison, John Fahey, Robbie Basho, The Trees Community, Duncan Browne, the Electric Prunes, Trees, Pete Seeger, and Sagittarius.

Este é assim um álbum que provavelmente não causará o efeito surpresa do seu antecessor e, como tal, não alcançará o patamar de "a nova melhor música dos últimos quinze dias" tão apreciada por todos os que vivem da incessante procura de coisas novas. Mas, será sempre, o álbum de afirmação da capacidade dos Fleet Foxes em fazer grandes canções que ficarão sempre disponíveis para audições demoradas.




Vão estrear-se em Portugal no dia 8 de Julho no Palco Super Bock do Festival Optimus Alive!'11.

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Friday, February 18, 2011

Emily Jane White - Ode to Sentience




















Lá fora o vento faz rodopiar os grossos pingos de chuva que teimam em procurar o conforto da terra macia. Cá dentro o ambiente é aquecido pelo poder do fogo que arde confinado ao seu espaço restrito e totalmente dominado pela encantadora voz de Emily Jane White e a sua mais recente Ode. O seu terceiro álbum em três anos.





Mas não se pense que o universo de Emily é cheios de flores e paisagens bucólicas. As referências vagueiam entre a morte, Deus, o Diabo e alguns fantasmas. Onde está o fascínio? No facto de Emily ter a capacidade de transformar estes ambientes darks e pesados em doces e serenas pérolas.


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Thursday, February 10, 2011

The Decemberists - The King is Dead





















Os Decemberists são, surpreendentemente, quase desconhecidos em Portugal. Com seis álbuns editados, Colin Meloy e companhia, tem consolidado os Decemberists como uma das principais bandas do panorama indie americano. Navegando entre o indie folk/rock e o alt-country, os Decemberists sobressaem pela qualidade da sua escrita e pela extraordinária capacidade que o vocalista e compositor Colin Meloy tem de contar histórias de personagens fantásticas, mais ou menos melancólicas e simultaneamente encantadoras pela sua simplicidade.


«The King is Dead» é mais um fantástico álbum. Depois da obra prima «Picaresque» (2005) e dos muito bem recebidos «The Crane Wife» (2006) e «The Hazards of Love» (2009), os Decemberists apresentam desta vez dez faixas que contam com a participação da cantora de Bluegrass Gillian Welch e do guitarrista Peter Buck dos R.E.M. Mais uma vez, tal como aconteceu com todos os seus antecessores, estará na lista dos destaques de 2011.



Aguarda-se a visita a Portugal!

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Monday, September 27, 2010

Blonde Redhead - Penny Sparkle




















Três anos depois de «23», os Blonde Redhead estão de volta com «Penny Sparkle». Gravado entre Estocolmo e NY, este novo disco de originais perdeu o peso rock  "mais a abrir" de «23» mas ganhou ares de Suécia. Está mais melancólico, mais pop, mas simultaneamente mais viciante e envolvente. Um álbum para viagens de carro ao final do dia ou para momentos de entrada em modo «doce relax introspectivo». Importa que quem tome contacto agora com estes norte-americanos, fique a saber que a banda foi formada em 1993 e conta já com sete álbuns de originais, sendo provavelmente «23», de 2007, o seu melhor álbum. 

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Monday, August 30, 2010

The School - Loveless Unbeliever




















A Pop dos anos 60 a reinar no Verão de 2010. The School são uma banda que vem provar que num mundo globalizado e massificado até no País de Gales existe um Verão fresco, leve e de uma delicadeza pop surpreendente! A voz de Liz é viciante e, como dirão os espanhóis da Elefant Records (BMX Bandits; Camera Obscura;), editora que acolheu este álbum de estreia, bastante "pegadiza". As referências estão lá todas: dos anos 60, com The Shirelles, The Ronettes ou The Supremes; do melhor pop Escocês  com BMX Bandits e Camera Obscura;  de nomes grandes do indie pop como The Pipettes, Lucky Soul e, dos grandes, Belle & Sebastian.

Álbum para ouvir AQUI!

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Monday, August 16, 2010

Moto Boy - Lost In The Call




















Na Suécia respira-se pop de uma forma surpreendente. Talvez o sol da meia noite tenha um efeito particular nos corações de muito boa gente por aqueles lados. Moto Boy, isto é, Oskar Humlebo é um sueco com um aspecto excêntrico e peculiar que apresenta um som carregado de influências da pop dos 80. «Lost In The Call» é o seu mais recente trabalho e é constituído por um grande conjunto de canções pop, onde o amor é tema recorrente e as batidas e refrões são refrescantes, reconfortantes e viciantes. Um excelente álbum pop para longas noites de Verão...


Para ouvir o álbum por inteiro e fazer o download gratuito e legal - carregar aqui!

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Tuesday, August 03, 2010

Arcade Fire - The Suburbs



















Existem duas formas de olhar para este «The Suburbs»: A pseudo-indie cliché de que os Arcade Fire já não são aquela banda do «Funeral» ou mesmo do «Neon Bible» e que já se "venderam" ao mainstream e que por isso este é um álbum menor, porque incapaz de ser a última novidade no panorama musical. A outra, aquela que analisa este álbum pela música e pelo trabalho criativo dos Arcade Fire. E esta, não poderá deixar de concluir que «The Suburbs» é um extraordinário álbum de uma das mais criativas e competentes bandas do panorama actual, e que, para todos os que estiveram no SBSR de 2007, se transcende de tal forma em palco que propicia sempre um espectáculo inesquecível.

«The Suburbs» é claramente o álbum mais consistente e adulto do colectivo de Montreal. São 16 temas que se conjugam com harmonia, criando um álbum conceptual que ganha a cada audição completa. Contrariamente aos aclamados «The Funeral» e «Neon Bible», este 3º álbum dos Arcade Fire não terá provavelmente um ou dois singles tão fortes como «Neighborhood #1 (Tunnels)»; «Wake Up» ou «No Cars Go», mas conta ainda assim com um conjunto de magníficas canções, e que, ao vivo, ganharão certamente ainda uma maior dimensão.

Este disco será incapaz de ser o melhor de todos "da última semana", mas será certamente "um dos melhores" da história da música do século XXI.

TRACKLIST:
01 The Suburbs

02 Ready to Start

03 Modern Man
04 Rococo
05 Empty Room
06 City With No Children
07 Half Light I
08 Half Light II (No Celebration)
09 Suburban War
10 Month of May

11 Wasted Hours
12 Deep Blue

13 We Used to Wait

14 Sprawl I (Flatland)
15 Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)
16 The Suburbs (continued)

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Eclectismo Musical

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