Thursday, April 28, 2005

World Caravan



Caravana - Digital Bled

Caravana é uma viagem iniciática pelos ambientes árabes e africanos, através de uma sonoridade muito urbana. Este é um projecto idealizado e concebido, em 2000, por DJ Pedro, aliás por João Pedro Veloso Rodrigues, português nascido no Estoril e emigrante em França desde criança.

O projecto Digital Bled, procura mixar sons e instrumentos do mundo oriental (Índia, África, arábia) com a Electrónica e os ambientes urbanos do funk e trip-hop ocidentais, conseguindo produzir uma excelente fusão entre a World Music e a electrónica.

Pedro, conta com a colaboração de diversos músicos, de entre os quais se destacam a estrela indiana Najma, Youcef e Aziz, membros da Orquesta Nacional de Barbès (bairro parisiense com uma enorme comunidade africana e árabe), Dany'O e o saxofonista brasileiro Glaucus Linx, que tem acompanhado o malaio Salif Keita.

Alinhamento:

01 - Caravana Vem
02 - Esperando Chuva
03 - Encantadore
04 - Batuquente
05 - Jo
06 - Trip Indiano
07 - Sahra
08 - Dub do Pardal Maluco
09 - Paciência
10 - Caravana
11 - Cairo Bar
12 - Fonkarabic
13 - Caravana Vai

Site Oficial
Entrevista com Pedro

Tuesday, April 26, 2005

Le Fil (Conducteur)



Le Fil - Camille


Camille é uma das revelações da música francesa, tendo vindo a receber um conjunto de críticas muito positivas. «Le Fil» é o sucessor do seu interessante disco de estreia «Le Sac Des Filles», com o qual se deu a conhecer à França e ao Mundo.

Em Portugal, os mais atentos descobriram e passaram a acompanhar o trabalho desta jovem cantora francesa a partir do muito comentado álbum Nouvelle Vague.



Camille, foi uma das oito vozes que Marc Collin e Olivier Libaux escolheram para interpretar a nova roupagem dada a clássicos da «new wave». Coube-lhe participar em quatro temas do álbum, a saber:

- In a manner of speaking (Tuxedomoon)
- Guns of Brixton (The Clash) (audio)
- Too drunk to fuck (The Dead Kennedys)
- Making plans for Nigel (XTC)

Esta jovem Francesa possui uma voz peculiar, de enorme beleza, que transforma as suas canções em momentos especiais, com uma aura hipnótica, que se vai «colando» aos ouvidos de forma pegajosa mas obsessiva.

«Le Fil» é uma excelente mescla entre o universo singer-songwriter, a tradicional canção francesa e a pop, particularmente devido à interessante conjugação de vozes que faz com que este álbum faça lembrar em diversos momentos «Medulla» de Bjork. É contudo um disco mais intimista que «Le Sac Des Filles», onde Camille passava largos momentos em alegres jogos de palavras e conjugações de sons.

Alinhamento:

01) La Jeune Fille Aux Cheveux Blancs
02) Ta Douleur
03) Assise
04) Janine I
05) Vous
06) Baby Carni Bird
07) Pour que l'Amour me Quitte
08) Janine II
09) Vertige
10) Senza
11) Au Port
12) Janine II
13) Pâle Septembre
14) Rue de Ménilmontant
15) Quand Je Marche


Mais informações (audio e video) - Site Oficial

Destaque para Paris (video) que fazia parte do álbum de estreia «Le Sac de Filles»

Sunday, April 24, 2005

A Revolução dos Cravos

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Sons da Revolução de Abril:(clicar para ouvir)

1ª Senha - «E Depois do Adeus» de Paulo de Carvalho

2ª Senha - Grândola

Grândola Vila Morena de José Afonso

Comunicado do MFA

Hino do MFA (Life on the ocean waves / Russel)

Apoio Popular ao MFA

Poder Popular de José Afonso


Cronologia dos factos
Documentos

«Why people can be so cruel?»



Hotel Rwanda


AVISO: Post Longíssimo, que extravasa largamente o conceito habitual desde blog.

Existem duas formas de se olhar para este filme. Por um lado temos a história de um Homem que pela sua força, tenacidade e inteligência conseguiu transformar-se num verdadeiro herói (de carne e osso e não recorrendo a super poderes), protegendo a sua família e tendo a coragem de salvar mais de um milhar de refugiados. Por outro lado, este filme apresenta uma visão crua e verdadeira do que foi uma das maiores tragédias da história da humanidade, a que o mundo assistiu, indiferente, com enorme desprezo, sem que tenha havido vontade política, ou quaisquer interesses económicos que justificassem uma intervenção séria e eficaz das potências mundiais.

A acção deste filme decorre em 1994 no Ruanda, um país dividido pelos conflitos étnicos entre Hutus e Tutsis. O Genocídio que em apenas 100 dias, provocou cerca de um milhão de vítimas é, resultado das seculares tensões etnicas africanas, e em grande parte, fruto das trágicas consequências a que o continente Africano ficou sujeito, desde que os invasores estrangeiros ocuparam o continente e o resolveram partilhar artificialmente e, por vezes, arbitrariamente.

Numa população maioritariamente de etnia Hutu, aquando da Conferência de Berlim e esquartejamento do continente africano, o Ruanda ficou sob o jugo opressor do domínio alemão, e posteriormente, com a derrota alemã na I Guerra Mundial, foi ocupado pelos belgas que transformaram a etnia Tutsi, minoritária, na elite económica, política e militar.

Belgas esses que, em 1926, instituíram um sistema de identificação étnica diferenciando Tutsis de Hutus. A situação agravou-se quando em 1961-62, em consequência do processo global de descolonização os Belgas abandonaram o país, passando o Ruanda a ser um país independente. A partir desse momento as lutas étnicas acentuaram-se e assistiu-se a uma escalada de violência. A etnia Tutsi, até esse momento detentora do poder pela sua relação estreita e esquema de protecção mútua com os Belgas, viu-se obrigada a fugir em massa. Era a revolta da maioria Hutu, oprimida e explorada durante muitíssimos anos pela minoria Tutsi, em conjunto com os estrangeiros invasores.

O domínio Hutu manteve-se e foi-se acentuando ao longo dos anos, tendo provocado um exílio em massa da etnia Tutsi. Até que, em Outubro de 1990, guerrilhas da Frente Patriótica do Ruanda (FPR) compostas por Tutsis, que se encontravam exilados no Uganda, invadiu o país provocando uma enorme instabilidade, que veio a ser, momentaneamente, ultrapassada com o acordo de cessar-fogo de Março de 1991. Durante este período de conflito, foram mortos milhares de Tutsis em diversos massacres um pouco por todo o país, tendo paralelamente o exército formado as milícias Hutus - «interahamwe militia».

Em Agosto de 1993, foi assinado entre o presidente Hutu Habyarimana e as FPR um acordo de paz e foram enviados 2500 capacetes azuis, para assegurar e implementar o tratado de paz. Tal acordo não era bem visto pelos extremistas Hutus - «interahamwe militia», que em 6 de Abril de 1994, orquestraram um atentado que provocou a morte ao presidente Habyarimana.

Começou nesse dia a matança organizada de toda a elite Tutsi, bem como dos moderados Hutus, contando com o apoio logístico da rádio RTML. Como demasiadas vezes acontece (lembre-se o caso da Somália), as Nações Unidas não conseguiram reagir a tempo e a sua acção no terreno foi inconsequente e extremamente ineficaz.

Três dias depois, os governos estrangeiros enviaram tropas para evacuar os seus cidadãos. Nenhum cidadão natural do Ruanda foi salvo. No dia 21 de Abril, o Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu, por unanimidade, retirar os capacetes azuis do terreno.

De 28 de Abril a 17 de Maio de 1994, os Estados Unidos utilizaram diversos mecanismos de negação e não admitiam a utilização da palavra Genocídio. Nesse dia o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução de envio de 5500 capacetes azuis para o Ruanda, admitindo pela primeira vez que «podiam ter sido cometidos actos de genocídio».

Em Maio de 1994, a Cruz Vermelha relatava já ter sido assassinados mais de 500 Mil Tutsis. Em 22 de Junho de 1994, as forças da ONU ainda não tinham sido enviadas para o Ruanda. O Conselho de Segurança autoriza o deslocamento para o terreno de tropas francesas, com o objectivo de criar uma zona de segurança. No entretanto, a matança continua.

No mês de Julho de 1994, os rebeldes Tutsis das FPR conseguem finalmente capturar o líder dos extremistas Hutus - «interahamwe militia» e o Genocídio termina. Num período de 100 dias, quase UM MILHÃO de pessoas foram assassinadas, sem que nenhuma força internacional, ou algum estado amigo de guerras preventivas, tivesse feito alguma coisa para o evitar.



Página Oficial (com informação detalhada sobre a história real)
Trailer
International Fund for Rwanda

Banda Sonora:

Alinhamento:

1.Mama Ararira (Medley)
2.Mwali We! - Dorothee Munyaneza
3. Million Voices - Wyclef Jean
4. Interhamwe Attack
5. Nobody Cares - Deborah Cox
6. Umqombothi (African Beer)
7. Road to Exile - Afro Celt Sound System
8. Whispered Song
9. Finale
10. Ambush
11. Ne Me Laisse Pas Seule Ici (Don't Leave Me Here by Myself)
12. Mwari Sigaramahoro
13. Olugendo Lw'e Bulaya (The Journey to Europe) - Bernard Kabanda
14. Children Found
15. Icyibo - Dorothee Munyaneza

Friday, April 22, 2005

Inovador em Portugal



«Pela primeira vez no nosso país, uma banda edita o seu primeiro registo em formato duplo (CD + DVD), sob a etiqueta Different World. O disco chama-se "Tudo É Para Sempre...", dos Donna Maria. Dessa primeira edição, em menos de seis meses após a sua colocação, sobram apenas alguns exemplares nas lojas. Na segunda edição, os Donna Maria são novamente pioneiros no formato: o DualDisc. Assim, "Tudo É Para Sempre..." será apresentado num único disco: de um lado o audio, do outro o DVD (como os saudosos vinilos...) como um vídeo clip por cada tema do álbum!

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O primeiro single - "Quase Perfeito" foi o tema escolhido para acompanhar o principal casal romântico (Teresa e Miguel) na nova telenovela da TVI: "Ninguém Como Tu". No álbum, este tema conta com um belíssimo dueto entre Paulo de Carvalho e Marisa Pinto.



Depois do concerto esgotado no Santiago Alquimista no passado dia 24, os Donna Maria regressam a esta sala. É já no próximo dia 5 de Maio (quinta-feira) e a noite promete ser tão boa, ou melhor, do que o espectáculo de apresentação. Em palco, para além de Gil do Carmo, que já esteve presente na primeira data, a banda vai contar com mais convidados ilustres , como por exemplo os brasileiros, Ciro Cruz (da banda de "Gabriel O Pensador") e Letícia Vasconcelos.

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5 de Maio (Quinta-Feira)
22:00h: Abertura de portas
23:00h: Concerto
Bilhete: 5 €
Reservas de bilhetes: 218 820 259 / 918 898 677»

Mais informações - Blog Oficial

Thursday, April 21, 2005

Indie Lisboa 2005



«O INDIELISBOA é um local privilegiado para a descoberta de novos autores e tendências do cinema mundial. O Festival dá especial atenção a obras e cinematografias com menor visibilidade no mercado de distribuição comercial português e integra uma competição de longas e curtas metragens de novos realizadores.»

Bilhetes: 3 €
Bilhetes com desconto: 2 €
(descontos aplicados a portadores do cartão de estudante, menores de 25 anos e maiores de 65 anos, compradores de bilhetes para 10 sessões diferentes, grupos organizados com mais de 20 pessoas e alunos e formadores da Restart)

Programação do Festival -> Aqui
Mais informações - Site Oficial

Sunday, April 17, 2005

Especial Cristina Branco: Ao Vivo no S. Luiz

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Na Sic Notícias:

- Dia 20/4, 4ª Feira às 15h 30m
- Dia 21/4, 5ª Feira à 1h 30m
- Dia 22/4, 6ª Feira às 3h 30m

Thursday, April 14, 2005

Inauguração: Casa da Música

Lou Reed


Espectáculo Multimédia / Laser
Quinta | 14 Abril 2005
20:00, Praça Exterior


LOU REED | Clã
Quinta | 14 Abril 2005
21:00, Sala 1

Para mais informações consultar - Especial Casa da Música do Porto.

Wednesday, April 13, 2005

Memórias

Marbella - Verão de 1998



Foram um dos maiores fenómenos da música pop espanhola durante 5 anos. De 1997 a 2001, venderam mais de 2 Milhões de discos, de entre os seus 3 álbuns de originais. Deram mais de 400 concertos em Espanha e na América Latina. Ganharam diversos prémios e foram nomeadas para um Grammy Latino em 2001. Ella Baila Sola eram um duo feminino formado por Marta Botia e Marília Casares. Em 2001 decidiram seguir rumos diferentes e terminaram o projecto EBS. Desde então a EMI espanhola tem vindo a lançar compilações dos seus maiores êxitos:



* ¡La recopilación audiovisual más completa del grupo femenino más vendedor de la música española!!
* CD + DVD
* El CD contiene 20 temas = los mayores éxitos de sus tres álbumes de estudio completamente remasterizados + una remezcla inédita de "Y Quisiera" (Remix - Radio Edit)
* El DVD contiene todos sus videoclips + extras inéditos (presentación del álbum "EBS" en Argentina / "Suelo de canicas" en el Básico de 40PP grabado en el Círculo de BB AA de MAdrid el 28 de Marzo de 1999 / EPK del álbum "Marta y Marilia")



Gracias por todo M.

Monday, April 11, 2005

Impressive Debut!



Amos Lee - Amos Lee


Primeira nota: Amos Lee é um jovem songwriter de Philadelphia que vem assegurando, juntamente com Merle Haggard and the Strangers as primeiras partes do novo espectáculo do mestre Bob Dylan.

Segunda nota: Este é um trabalho fenomenal, muito mais sendo um disco de estreia.

Num trabalho composto por 11 temas com letra e música do próprio Amos Lee, encontram-se momentos de grande inspiração, onde Amos Lee mostra, por um lado, toda a sua capacidade enquanto singer-songwriter, capaz de o levar a fazer as primeiras partes do «The Bob Dylan Show», por outro lado, mostra ser um músico capaz de apresentar uma brilhante fusão entre folk e soul, que o irá conduzir muito provavelmente ao topo dos tops de vendas.

Da audição deste trabalho, resulta claro que Amos Lee procurou condensar e reflectir no seu trabalho um pouco de cada um dos grandes nomes da história da música folk-soul norte-americana. Desde as inevitáveis comparações com Bob Dylan, passando por nomes como Otis Redding, Bill Withers ou Van Morrison, até novos registos como o de Norah Jones, que colabora neste trabalho.

Alinhamento:

01 - Keep It Loose, Keep It Tight
02 - Seen It All Before
03 - Arms Of A Woman
04 - Give It Up
05 - Dreamin'
06 - Soul Suckers
07 - Colors
08 - Bottom Of The Barrel
09 - Black River
10 - Love In The Lies
11 - All My Friends

Audio e Video

Letras

Friday, April 08, 2005

Globalização...



Arabia: The Women's Voice


Esta é uma compilação de 2002, em que pretende fazer a conjugação entre a música pop contemporânea produzida no Mundo Árabe e a música tradicional destas conturbadas regiões do globo. Aqui, encontram-se nomes como Najwa Karam (uma estrela Libanesa), Howayda (uma popstar Síria), Warda (nascida em Paris, filha de pais libaneses-argelinos), Nagat (uma jovem prodígio do cinema Egípcio dos anos 40), para além de Fairuz Huhad Haddad, a maior cantora Árabe viva.

Este trabalho é pois uma amostra da música criada no Mundo Árabe, compilada a partir do catálogo da EMI Arabia, contando com temas clássicos da década de 20 e 30 do século passado, até temas da moderna electro-pop Árabe.

Depois da audição das 11 faixas que compõem este disco, torna-se interessante aferir até que ponto o Ocidente, e a sua enorme opressão cultural padronizada, via MTV e outros fenómenos massificados de pressão na ocidentalização do mundo, têm repercussões na música pop feita em 2002, pouco meses depois do 11 de Setembro, num mundo árabe onde a penosa tradição da burqa continua a lutar contra os movimentos de emancipação da mulher, e onde a atracção pelos umbigos à mostra, que inundam os programas que chegam via TV, ganha todos os dias novos adeptos.

Na verdade, as novas gerações do mundo árabe têm vindo também elas a alterar os seus padrões de vida, assistindo-se paralelamente a um agudizar de movimentos residuais de fanatismo religioso ou/e político, a uma cada vez maior abertura e democratização destas sociedades. Consequentemente, tal como os jovens americanos ou europeus, os jovens árabes consomem também eles grandes quantidades de música pop, criando um novo conjunto de estrelas pop nacionais, até então impensáveis, muito mais quando essas mesmas estrelas são mulheres.

Mas, neste trabalho, provavelmente aproveitando um momento em que as estrelas pop árabes alcançam grande repercussão junto das enormes massas populacionais do mundo Árabe, procura-se dar igualmente a conhecer algumas das grandes vozes femininas da música tradicional Árabe. Conseguindo-se assim uma excelente introdução à música árabe, através do feliz alinhamento de conjugação entre a moderna música árabe e as tradições seculares do médio oriente.

Alinhamento:

01 - Najwa Karam - Ariftu Albi Lamin
02 - Nawal Al Zoughbi - Maloom
03 - Dania - Ya Glebey
04 - Howayda - Nari (My Passion)
05 - Madonna - Habibi Tal AlYea (Do Not Play Around)
06 - Latifa Wadeh - Kerihtak
07 - Julia Botros - Hejar el Mensiyen
08 - Warda - Batwans Beek
09 - Nagat - Ana Bashak El Bahr
10 - Fairuz - Sakana Al Leyel (Quiet Is the Night)
11 - Oum Kalthoum - Matrawak Dammak

Monday, April 04, 2005

Revista CAIS - Edição de Março


Foto retirada do blog Genesis, Cascais 75


Pese embora algum atraso que impossibilitará a presença nas actividades já realizadas, gostaria-se de chamar a atenção para a Edição da Revista CAIS de Março, inteiramente dedicada aos concertos que os Genesis deram a 6 e 7 de Março de 1975 no Pavilhão de Cascais, naquele que foi o primeiro grande acontecimento musical em Portugal, no pós 25 de Abril. Sendo portanto o primeiro grande concerto de Rock do nosso país.

Este projecto, que tem como objectivo recordar um dos grandes momentos da história de Portugal no que diz respeito ao fenómeno musical, é um projecto da Associação Extra]muros[. Para mais informações é obrigatório comprar a revista CAIS de Março (aproveitando para com isso ajudar os sem-abrigo e outros carenciados sociais) e consultar o blog criado especialmente para o efeito - Genesis, Cascais 75

Sunday, April 03, 2005

Obrigatório!



Twice the Humbling Sun - Old Jerusalem


Quando em 2001, o projecto Old Jerusalem deu nas vistas com o lançamento da editora bor land ao editar um split-CD junto dos Alla Placca, ficou desde logo claro que este era um projecto a seguir com muita atenção. A confirmação chegou em 2003 com o lançamento de «April» considerado quase unanimemente como um dos melhores álbuns do ano (Disco do ano Blitz 2003).

Surge agora aquele que irá ser muito provavelmente um dos melhores álbuns de 2005, na verdade o projecto Old Jerusalem voltou melhor que nunca.

O projecto Old Jerusalem, uma espécie de alter ego de Francisco Silva, tem uma vez mais produção de Paulo Miranda. Francisco Silva é aquilo a que se pode chamar um «afortunado-desafortunado». Por um lado afortunado, porque é capaz de fazer um álbum extremamente consistente, recheado de grandes canções, onde o ouvinte é transportado para um mundo sombrio mas esperançoso ("And so the daylight glows again"), percorrendo os caminhos do alternative-folk, mas aproximando-se bastante do alternative-pop.

Por outro lado desafortunado, na medida em que «nasceu no país errado» e como tal o seu trabalho não irá ser reconhecido como deveria pois, mesmo sabendo-se que fazer uma mistura de folk-pop não é tipicamente português, a verdade é que se este álbum tiver a distribuição/divulgação que merece, poder-se-á (porque tem qualidade para isso) transformar num trabalho de enorme sucesso, que consiga ultrapassar as barreiras (artificiais) criadas entre o público e a música de qualidade.

Francisco Silva, tal como Jorge Cruz embora este cantando em português, são músicos com uma enorme margem de progressão, mas que fazem desde já lembrar songwriters na linha de Elliott Smith, Rufus Wainwright, Damien Rice, Devendra Banhart ou mesmo Jeff Buckley. Ou numa linha de pensamento diferente, até que ponto é que este «Twice the Humbling Sun» pode ou não ser comparado a um aclamado «Riot on an Empty Street» dos noruegueses Kings of Convenience.

Importa ainda realçar que este novo trabalho de Old Jerusalem, lançado pela editora Bor Land, já se encontra à venda através do seu site (procurar no catálogo) e em parceria com a loja de música CDgo.com a um preço imbatível - 9,95€! Este preço será, ao que parece, cerca de 5€ mais barato do que naquele espaço comercial multinacional que começa por F...

Uma iniciativa a louvar e que vai de encontro ao aqui já expressado anteriormente.

Alinhamento:

01 - 180 Days
02 - O Joy of Seeing You
03 - Chubby Mounds
04 - Earlier The Lake Today
05 - A Reasonable Way Of Thinking Things
06 - One, I Should Know You
07 - Seasons
08 - A Feast Of Our Communion
09 - To The East, Son
10 - The Cry Of a New Birth
11 - Finally For Me

(excertos MP3 em Bor Land)

NOTA: Post editado após as pertinentes correcções do autor do blog Coisas do Puto, que aqui se agradecem.