Monday, July 23, 2007

Aimee Mann no Coliseu de Lisboa


Aimee Mann

"Existem nomes incontornáveis que nunca actuaram em Portugal, nomes importantes que o público português nunca teve a possibilidade de ver ao vivo, mas a partir de dia 25 de Julho vai passar a existir menos um, quando Aimee Mann actuar no Coliseu de Lisboa.
Artista nova-iorquina, Aimee Mann saltou para a ribalta com a magnífica participação na banda sonora do belo fime “Magnólia” de Paul Thomas Anderson. Aimee Mann colaborou com oito músicas, à volta das quais se foram desenvolvendo as personagens do filme. O tema principal do filme, “Save Me” (um dos mais marcantes momentos de união entre som e imagem) valeu a Aimee Mann uma nomeação para os Óscares.

A carreira de Aimee Mann começou numa banda fundada com o namorado, os ‘Til Tuesday, que alcançou o sucesso em 1985 ao vencer o MTV Award para “Best New Artist”. Apesar do êxito alcançado, a banda não durou mais de cinco anos e em 1990 a artista decidiu optar pela carreira a solo.

Foi preciso esperar três anos para que surgisse o primeiro registo de originais, “Whatever”, que mostrava uma cantora mais madura, muito aclamada pela imprensa especializada, que viu em Aimee Mann uma alma imensa.
Até 1999, data do lançamento da banda-sonora de Mágnolia, Aimee Mann editou apenas um álbum, “I’m Whit Stupid” em 1993 e participou como actriz Existem nomes incontornáveis que nunca actuaram em Portugal, nomes importantes que o público português nunca teve a possibilidade de ver ao vivo, mas a partir de dia 25 de Julho vai passar a existir menos um, quando Aimee Mann actuar no Coliseu de Lisboa."

Festival Delta Café: Pequeno Balanço


Lila Downs

Foi um festival marcado pelo frio (e ontem ao final da noite, mesmo por chuviscos) e pelo número de pedras existentes na encosta do Alto da Ajuda. Decididamente, muitíssimas mais do que, as pessoas presentes no recinto. No entanto, nos três dias de festival, assistiu-se a um conjunto de interessantes concertos.

Destaque para os concertos de Carlinhos Brown, Lila Downs, Macaco, Orishas, Oludum, bem como dos portugueses, André Sardet, João Pedro Pais e Mafalda Veiga e João Gil e Luís Represas. No palco secundário, patrocinado por uma instituição bancária com preocupações importantes ("Na tua casa ou na minha") assistiram-se a bons concertos de Terrakota, Filarmónica Gil, Mesa e Cool Hipnoise(depois de resolvidos os problemas de som).

Uma palavra de desagrado para a Organização do Festival Delta Tejo que decidiu abrir o Festival com Ive Mendes, numa sexta-feira às 18h. Obviamente, poucos conseguiram estar presentes num concerto que prometia ser um dos bons momentos do Festival.

Monday, July 16, 2007

Delta Tejo



Entre os dias 20 e 22 de Julho vai decorrer no Alto da Ajuda, o Festival Delta Tejo. O Festival contará com a prestação de bandas e artistas oriundos de Países produtores de Café. As actuações vão dividir-se em dois palcos e os bilhetes vão custar 25 euros, apenas para um dia, e 40 euros para os três dias. O Festival contará com a presença de vários artistas já referenciados pelo EM, tais como: Ive Mendes, Lila Downs ou Macaco.

Cartaz completo do Delta Tejo:

Dia 20 de Junho

Palco Delta

Daniela Mercury (Brasil)
Papas na Língua (Brasil)
André Sardet
Mutantes (Brasil)
Ive Mendes (Brasil)
Los de Abajo (México)

Palco Montepio

Filarmónica Gil
Terrakota
Loto


Dia 21 de Julho

Palco Delta

Carlinhos Brown
João Gil & Luis Represas
João Pedro Pais & Mafalda Veiga
Lila Downs (México)
Olodum (Brasil)
DJ Marcelinho da Lua (Brasil)

Palco Montepio

Tito Paris
Mesa
Pedro Khima

Dia 22 de Julho

Palco Delta

Orishas
Sizzla Jamaica (Jamaica)
Macaco (A.Latina)
Marcos Sacramento (Brasil)
Bei Gua (Timor)
Clube do Balanço
Mercado Negro (Angola)

Palco Montepio

Mundo Secreto
Cool Hipnoise
Souls of Fire

Wednesday, July 11, 2007

Porque perdurará na memória...

No Cars Go - Arcade Fire (Live@Super Bock Super Rock Lisboa 2007)


Wake Up - Arcade Fire (Live@Super Bock Super Rock Lisboa 2007)


ARREPIANTE!

Neon Bible - Arcade Fire (Live@elevator)

Monday, July 09, 2007

Rodrigo Leão na Torre de Belém



Depois de ter assistido, na passada sexta-feira, ao excelente concerto de Rodrigo Leão na Torre de Belém, apenas uma exigência: NOVO ALBUM DOS PORTISHEAD JÁ!

A confirmação de que o poder vocal de Beth Gibbons continua imaculado faz crescer, ainda mais, a necessidade de ouvir novos temas dos enormes Portishead!

Friday, July 06, 2007

Super Day





Super Bock Super Rock: Act II - Day 3

Um festival de Rock que acaba com o poder de fogo electrónico dos UnderWorld, tendo pelo meio o festim disco sound dos Scissor Sisters, o rock progressivo dos TV on the Radio ou a electrónica dos Micro Audio Waves tem comprovado o seu eclectismo. O dia foi recheado de bons concertos, não sendo fácil determinar um claro vencedor, foi o dia mais equilibrado do festival, embora o concerto dos Interpol tenha sido muito provavelmente o grande momento do dia.

Micro Audio Waves – Uma prova de maturidade de um dos projectos nacionais com maior destaque além fronteiras. Pouco tempo, muita dedicação, enorme qualidade.

Ex-Wife – Actuação segura de um conjunto nacional com alguma experiência em festivais. Nota menos positiva para o número exagerado de músicas novas, que retiram sempre impacto num ambiente de festival.

The Gossip – O primeiro grande momento do dia. Muitos foram aqueles que se libertaram mais cedo dos seus afazeres para estar no Parque Tejo às 19h para ver Beth Ditto. A força da natureza que é a alma dos The Gossip interpretou com a força que lhe é reconhecida os temas de «Standing In The Way of Control» o seu interessante disco de estreia. Se Beth Ditto é aquela força da natureza depois de ter dormido apenas 2h, o que será com uma noite de sono reparadora? É um animal de palco, com um impressionante poder vocal, tal como tinha sido já possível constatar numa outra ocasião em Londres. Um grande concerto, que pecou por curto e pelo calor que se verificava no momento, a corresponder inteiramente às expectativas criadas, e não, não se despiu! Merecia horário mais tardio no alinhamento.

TV on the Radio – Prejudicados por alguns problemas no som, conseguiram passar com destaque a prova de fogo que era apresentar um aclamado mas áspero disco («Return to Cookie Mountain»), carregado de um rock progressivo difícil de assimilar à primeira audição. Balanço muito positivo.

Scissor Sisters – Com imensa energia, as plumas aterraram por momentos no Parque Tejo, para um momento de catarse para muitos indies presentes. Assistir a grande parte do público a dançar ao som do disco sound de família ABBA, mas com um conteúdo lírico sexualmente explícito, foi uma experiência deveras interessante.

Interpol – Um grande concerto, de uma grande banda. O formato Best Of utilizado por Paulo Banks e companhia propiciou uma enorme comunhão com um público conhecedor das suas principais canções. Um concerto sem grandes palavras, para além do omnipresente e obrigatório “Obrigado”, mas com um ritmo alucinante. Segundo Paulo Banks, em Novembro estarão de novo por cá, agora em nome próprio, esperando-se mais um grande concerto.

Underworld – Foi como que o brinde dado a todos os festivaleiros presentes durante três dias no Parque Tejo. Uma das referências maiores da electrónica a fechar um grande festival de Rock, que foi uma confirmação de que existe público indie em Portugal, mas que esse mesmo público tem horizontes alargados demonstrando por vezes um eclectismo notável.

Thursday, July 05, 2007

Super (LCD) Soundsystem



Super Bock Super Rock: Act II - Day 2

Pouca gente, pouca emoção. Ontem o ambiente esteve quase sempre como o tempo. Ventoso, árido e sombrio. Num festival de Rock, o dia foi salvo pelo último concerto da noite através da electrónica de James Murphy e os seus LCD Soundsystem.

Clap Your Hands Say Yeah - Um concerto que não ficará para a história, de uma banda que parece ser melhor em álbum do que em concerto, embora seja uma banda a rever noutro espaço.

Maxïmo Park - Uma boa actuação de um esforçado Paul Smith, capaz de entusiasmar os fans presentes nas filas da frente, mas incapaz de contagiar o restante público pese embora a impressionante energia que o líder dos Maxïmo Park manifestou em todo o seu set.

Jesus and Mary Chain - A desilusão da noite. É inadmissível a péssima qualidade do som, num festival com a dimensão do SBSR. Desde uma guitarra que teimou durante todo o concerto em fazer um feedback incrível, até ao recomeço do clássico «Some Candy Talking», foi uma actuação mediana de uma banca com uma imensa história. Apesar do entusiasmo de muitos festivaleiros, que cresceram ao som dos irmãos Reid, a geração 80's merecia um pouco mais do que um concerto que, por muitos era esperado há longos anos, e que, foi pouco mais do que um concerto para cumprir calendário.

LCD Soundsystem - Mais uma vez, o último concerto da noite foi, o melhor concerto da noite. Grande actuação de James Murphy que conseguiu, juntamente com os seus excelentes músicos, contagiar todo o público presente com a sua electrónica carregada de rock. Impressionante o poder vocal de James Murphy, um verdadeiro perfeccionista, constantemente a controlar a qualidade de som da banda. Um dos melhores concertos do SBSR conseguindo transformar o Parque Tejo numa imensa discoteca rock-electro ao ar (vento forte) livre.

Wednesday, July 04, 2007

Super (Arcade) Fire!



Super Bock Super Rock: Act II - Day 1

O império da indie aterrou no Super Bock. A tribo indie esteve presente em grande número para o primeiro dia do Act II do SBSR. Um dia marcado pelo impressionante número de bons concertos.

The Gift – Foram, em termos práticos, os primeiros em palco. Uma actuação prejudicada, desde logo, pela hora (começar a actuar às 18h30m em dia de trabalho, não permite que muita gente possa estar presente). Depois, em Festivais com este cartaz, o entusiasmo do público dirige-se, como é natural, para as “atracções internacionais”. Pese embora estas condicionantes, os The Gift deram mais uma lição de profissionalismo, realizando um bom concerto. Apetece perguntar porque é que esta excelente banda nacional não é integrada num dos muitos festivais europeus (tirando as participações em Espanha)? Qualidade para tal não lhes falta.

The Klaxons - Quatro miúdos a divertir-se à grande e a imitar a postura dos seus ídolos. Boas batidas, um ou outro tema interessante, mas, pouco para o hype criado à sua volta. Foram prejudicados pela péssima qualidade do som em parte da sua actuação.

The Magic Numbers – Apesar de a tribo indie estar presente, certamente houve muita gente, até então distraída, que ficou surpreendentemente agradada com o concerto que Sean Gannon e companhia deram no SBSR. Os The Magic Numbers são uma banda muito compacta, ao que não será estranho o facto de serem dois pares de irmãos, que fazem uma pop/indie delicada de enorme talento. Apesar do tom melancólico das suas músicas, que poderia tornar o concerto em Festival tendencialmente maçador para muita gente, souberam imprimir um ritmo e sonoridade capaz de galvanizar o público presente. Espera-se um concerto em nome próprio, num espaço mais apropriado.

Bloc Party – Pese embora o entusiasmo e dedicação de Kele Okereke, os Bloc Party não conseguiram uma actuação mais do que regular. Certamente que, o enorme número de fans da banda presente considerarão que foi um óptimo concerto, no entanto, faltou algo para ser um concerto inesquecível. Os Bloc Party têm uma estrutura interessante, note-se o cuidado utilizado no jogo de luzes e cenário de palco, no entanto, depois de um aclamado disco de estreia, o segundo álbum não correspondeu da mesma forma às expectativas, o que ficou patente ontem, com momentos fulgurantes nos temas de «Silent Alarm» e momentos menos conseguidos nos temas do seu sucessor.

Arcade Fire – Provavelmente terá sido o concerto do Festival! Embora ainda faltem dois dias de concertos e o concerto dos Metallica ter sido de uma dimensão também ela superior. Ontem, assistiu-se a uma brilhante actuação de um novo verdadeiro fenómeno. Os 10 magníficos (este projecto é composto por 10 músicos em simultâneo no palco) mostraram uma entrega e profissionalismo impressionante conseguindo levar o público ao delírio com os seus hinos. Os Arcade Fire são uma banda incapaz de fazer músicas medianas, construindo um alinhamento carregado de verdadeiros hinos acompanhados a plenos pulmões pelo público presente. Certamente que os Arcade Fire, que segundo Win Butler, conhecem bem os Portugueses, uma vez que vivem no Canadá bem perto da comunidade portuguesa, ficarão com óptimas recordações deste concerto. A comunhão entre público e banda foi perfeita, contando mesmo com alguns momentos brilhantes em que a banda esperou que o público acabasse de “cantar” as suas músicas. São uma verdadeira instituição de Palco, fazendo transbordar a sua enorme qualidade enquanto músicos. Serão, se mantiverem a consistência, uma referência dentro de alguns anos.