«Isto porque Mazgani tem a honra de ser finalista do International Songwriting Competition 2008. De mais de 15.000 canções que concorreram, “Somewhere Beneath this Sky” é finalista e chegou ao grupo dos 16 melhores temas na sua categoria AAA (Adult Album Alternative).
O International Songwriting Competition (http://www.songwritingcompetition.com/) é um conceituado concurso de Nashville, USA, que conta este ano com Tom Waits como um dos seus juízes. Outros grandes nomes que participam no apuramento dos temas: Robert Smith (The Cure), Neil Finn (Crowded House), Ray Davies (The Kinks), Jerry Lee Lewis, Loretta Lynn, Black Francis (The Pixies), e outros, assim como A&R’s seleccionados para cada categoria.
"Moveu-me a possibilidade de ser ouvido e escutado por este panteão de artistas, que muito admiro, e não a competição em si. Imaginei como uma possibilidade maravilhosa o Tom Waits carregar no play da sua aparelhagem para escutar um tema meu. Era só esse o sonho".
Para mais, todas as canções estão também incluídas na “People's Choice” – um concurso de votação online que permite ao grande público ouvir e votar nas músicas dos finalistas, sem divisão entre as várias categorias. Este concurso é distinto do ISC por votação dos juízes acima mencionados, e é voltado para os fãs. Poderão assim, e até à data de 31 de Março, votar em Mazgani, no link http://www.songwritingcompetition.com/PVWelcome2008.htm » In http://www.mazgani.com/
Para que se fique a conhecer mais, publica-se aqui, na íntegra, a notícia do Disco Digital: «Sharyar Mazgani formou este grupo em Setúbal há pouco mais de três anos, ao longo dos quais compôs perto de uma trintena de canções pop, das quais retirou 13 que compõem o álbum de estreia.
«Esse tempo foi necessário para compreender as canções, para amadurecer, porque elas emancipam-se e ditam as suas próprias leis», afirmou à agência Lusa o músico iraniano radicado em Portugal há mais de vinte anos.
Naqueles três anos, a banda apurou e amadureceu as canções, venceu um concurso de música - o Termómetro Unplugged - e foi notícia por ter sido seleccionada, entre 7.000 artistas, para uma colectânea de novos talentos da revista francesa Les Inrockuptibles.
Essa participação é ainda hoje um cartão de apresentação da banda portuguesa, uma etapa que Shahryar Magzani considera «determinante» para fazer avançar o projecto.
Apresenta-se como discípulo de Leonard Cohen e Tom Waits, «dois `songwriters´ extraordinários, não-geracionais, que têm uma obra individual e única, que se regem pelo seu próprio cânone e condição e que se cantam a si próprios».
No álbum, Shahryar Mazgani assina todas as músicas, com excepção de «Song of the old mother», com poema de W. B. Yeats, e «How sweet I roam´d from field to field», em que canta William Blake.
Sobre «Song of the new heart», nome do álbum e da canção de abertura, Shahryar Mazgani recorre a Rainer Maria Rilke: «temos que estar sempre a começar e acho que o título pode ter essa abordagem».
Shahryar Mazgani diz que entrou tarde na música.
Autodidacta, começou a tocar guitarra aos vinte anos e formou os Mazgani aos trinta, depois de se ter licenciado em Direito e de ter passado pelo jornalismo e pela escrita de guiões para televisão.
«Durante muito tempo pensava que queria ser advogado. Tirei o curso de Direito, a meio percebi que não era aquilo que queria, mas decidi acabá-lo, porque queria acabar alguma coisa», referiu.
A par do álbum, com as composições todas em inglês, Shahryar Mazgani participou ainda na colectânea de tributo a Adriano Correia de Oliveira, onde interpreta «Balada da esperança».
«Achei perfeito cantar esta canção», referiu o músico, por ser uma dupla homenagem a Adriano Correia de Oliveira e a Zeca Afonso, que também interpretou o tema.
Shahryar Mazgani nasceu em Teerão, mas vive em Portugal desde o início dos anos 1980, no seguimento da revolução islâmica no Irão.
«Os meus pais são baha´i [religião monoteísta que nasceu na antiga Pérsia, actual Irão] e quando se instalou o regime, todas as minorias constituíam um risco para o regime totalitário, que tentava não dar espaço a outras vozes», recorda Shahryar Mazgani.
Os pais tiveram o cuidado de lhe recordar as tradições do seu país e apesar de nunca mais lá ter voltado, sempre falou farsi em casa.
«Eles sempre me mostraram um pouco da música, da poesia, da história do país», disse, mas Portugal é a sua casa, onde cresceu e construiu a sua identidade.
Os Mazgani são compostos por Shahryar Mazgani, Sérgio Mendes, Rui David e Victor Coimbra.