Tuesday, January 25, 2005

A vida é um instante...


Fehér (1979-2004)
Baião (1986-2004)

Retirando naturalmente todo o hype que mortes destas provocam na sociedade, a verdade é são fatalidades incomuns e por isso ainda mais perturbadoras, ao que naturalmente não será alheia a exposição publica, em que vida e a morte se interligam num segundo, num simples frame.

Faz hoje, 25 de Janeiro de 2005, um ano que o coração de Miklos Fehér o atraiçou em pleno jogo. Cerca de 4 meses depois, foi Bruno Baião, capitão da equipa de juniores do Benfica, que malogradamente teve o mesmo destino de Miki Fehér.

No EM, para além de se querer demonstrar naturalmente respeito e solidariedade para com as famílias dos malogrados jogadores (naturalmente acima de quaisquer cores clubísticas, eram seres humanos jovens antes de serem qualquer outra coisa), gostaria-se de fazer uma referência especial ao tema musical que tocou no funeral do Húngaro.

Esta era a música que Miki mais gostava. É uma composição de uma das mais conhecidas bandas rock da Hungria. Tem uma letra absolutamente arrepiante, particularmente ouvida depois daquele dia fatídico.

Aqui fica (informações retiradas do site O Último Sorriso de Miklos "Miki" Fehér):

Bikini - Kozeli helyeken.mp3

«Közeli helyeken, dombokon, hegyeken.
Kibelezett köbányák üre - gében.
Közeli helyeken, dombokon, hegyeken.
Most is visszangzik a léptem.

Itt ül az idö a nyakamon.
Kifogy az út a lábam alól.
Akkor is megyek, ha nem akarok.
Ha nem kísér senki utamon.
Ar - com mossa esö és szárítja a szél.
Az ember mindig jobbat remél.
Porból lettem s porrá leszek.
Félek, hogy a ködbe veszek.»

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«Nearly places


At near places, at hills-mountains
in cannibalized quarry pit,
at near places, at hills-mountains
presently also resound my steps.

Here stand the time at my neck,
the road is run out under my feet
i'll go even if i don't want,
if nobody escort me, on my way.
The rain wash my face and the wind dry it,
the human always expect better.
I'm from dust and i'm going to be dust,
i have fear, i perish in the fog.»

Uma possível tradução em português:

«Em sítios próximos, montes, montanhas , o eco dos meus passos ainda se escuta. O tempo pára, aqui no meu pescoço, a estrada foge debaixo das minhas pernas. Eu vou, mesmo que não queira, vou, mesmo que ninguém me acompanhe. O meu rosto molhado pela chuva o meu rosto seco pelo vento. Nascido das cinzas, cinzas voltarei a ser, temo que me vou perder no nevoeiro!" Qualquer coisa assim...diz-nos que em lugares distantes temos que lutar...o tempo urge...como nascemos é como morremos...e assim nos perdemos no nevoeiro!»